RESUMO
Todo nascimento nos leva a
pensar no presente e a planejar um futuro melhor, pois nos remete ao novo, ao
princípio.
O ano de 2013 marcou a
chegada do IESC – CONVICTU’S na cidade de Brejo – MA um projeto que tem o pé no
presente e o olhar para o futuro.
A
PRIMEIRA MOSTRA INTERDISCIPLINAR DA IESC – CONVICTU’S com
o tema “Desenvolvimento Sustentável Pelo Empreendedorismo” nos
remeteu ao tema ‘Sustentabilidade’
pelo atual momento em que vivemos no planeta. Com isso reuniram-se estudantes de
diferentes áreas do conhecimento que compartilham o desejo de planejar ações
para a construção de uma nova sociedade e um planeta mais sustentável.
Transformar esse desejo em
realidade não é uma tarefa simples, nem pequena.
O conceito de
Sustentabilidade, apesar de muito conhecido e difundido, é muito pouco
compreendido e, menos ainda, vivenciado.
Para construirmos uma
sociedade mais sustentável é preciso inicialmente compreender o que as pessoas
pensam sobre o assunto e como agem no seu dia a dia.
Por isso este estudo, teve
como objetivo fazer um grande
levantamento na localidade São João dos pilões localizada na cidade de Brejo -
MA onde os alunos dos cursos de educação física e psicologia buscaram informações
com a população local para elaborar este projeto.
INTRODUÇÃO
Brejo um município do estado
do maranhão, localizado no leste maranhense, esta entre as cidades do baixo Parnaíba,
situado em uma região com precipitação pluviométrica, temperatura media de 27ºc
umidade relativa do ar entre 73 a 70%, com altitudes variando de 200 a 400m com
relevo ondulado, possui o cerrado como unidade fator ecológica presente e sua população
estimada em 34 mil habitantes.
São João dos Pilão
localiza-se as margens da MA - 230, no município de Brejo – MA, é um povoado de
referencia regional e tradicional fonte de renda, baseada no de comercio de
peças de artesanato, estando a 22km da sede do município de Brejo sentido São Luís,
tem sua população estimada em cerca de 600 habitantes.
A presença do setor
artesanal no Brasil destaca-se entre as opções de desenvolvimento local. No
maranhão o artesanato é uma pratica bastante difundida em diferentes
modalidades. A maioria da população do povoado São João dos Pilão no município
de Brejo – MA mantém se através da utilização da madeira para a produção d
artesanato que e vendido no comercio local e também já estão sendo levado a
outros estados através de feiras e exposições um trabalho que começou no
quintal de casa e agora vem se difundindo entre muitos estados a uma grande
chance de acabar.
Embora seja evidente um
consenso ente os artesões quanto a questões ligadas a melhoria da atividade
artesanal, verifica-se que há falta de trabalho participativo entre os mesmo, o
desinteresse dos filhos dos artesãos com
a atividade e o incentivo dos pais para que desenvolvam outro tipo de trabalho,
de acordo com estes indicativos, a pratica artesanal em São João dos Pilão e
uma atividade que ainda caracteriza o povoado. Ver-se a necessidade de se
buscar medidas que promovam sua permanência na região.
ARTESANATO
BREJENSE
Um desenvolvimento
socioeconômico, juntamente com o uso de forma racional em busca da disponibilidade
permanente de um dado recurso natural é chamado de uso sustentável ou
sustentabilidade ambiental. A presença do setor artesanal no Brasil destaca-se
entre as opções de desenvolvimento local. No maranhão o artesanato é uma
pratica muito difundida em diferentes modalidades. A maioria da população do
povoado São João dos Pilão, mantem-se através da utilização da madeira para
produção de artesanato que é vendido no comercio local. Com isso nossa pesquisa
busca informar sobre a pratica do artesanato nesta localidade caracterizando a
atividade artesanal e a pratica atual desta exploração e o uso da madeira no
artesanato, visando conhecer os fatores socioeconômicos e ambientais
envolvidos, na perspectiva de gerar indicativos que sirvam para subsidiar uma
proposta de desenvolvimento Sustentável para a atividade.
A atividade artesanal na
localidade esta registrada atualmente como “Associação dos Artesãos de João Dos Pilões Povoado de
Brejo - MA” que foi fundada em 24 de novembro de 2005. Para maioria
da população o artesanato não é apenas a principal fonte de renda, mais sim
como “como
um prazer” “uma cultura passada de geração a geração”, “a historia do povoado”,
“uma herança dos pais”, “uma atividade única na região”.
A pratica da produção de uma
peça artesanal em SJP começa com o uso do machado, dando início ao formato, e
posteriormente e levada ao torno elétrico onde, cm a ajuda de uma lima, se
finaliza a moldagem, depois de esculpida, a peça deve passar pelo processo de
acabamento, onde é lixada, e fixada com cola, pintada e algumas são desenhadas
e pirogravadas, os artesãos possuem o utensilio Pilão como sendo o artesanato
principal e predominante entre as produções e vendas.
Segundo relatos o artesanato
surgiu por volta da década de 40 com uma forma bem rústica, a partir da
necessidade de uma fonte alternativa de renda além da lavoura e em vista da
oportunidade do povoado se situar na margem de uma estrada de com grande fluxo
de viajantes, a atividade começou com um artesão que viajava vindo do estado do
ceara, e ao passar alguns dias no povoado, que se chamava São João dos Garretos,
ensinou uma família, da casa onde ficou hospedado, a fazer as primeiras peças
em torno manuais. As primeiras e principais peças produzidas eram os pilões,
por esse motivo se mudou nome do povoado, a atividade foi ganhando proporção
com o passar dos anos, e com a criação de novas peças e envolvendo outros
moradores do povoado, desta maneira o artesanato foi se tornando um negocio
rentável e passando de gerações, atualmente com o uso do torno elétrico, a
atividade artesanal é o principal trabalho no povoado.
O torno elétrico, usado
predominantemente na atividade, é uma ferramenta de extrema importância para os
artesões. É uma maquinaria usada para produzir peças artísticas, que ao longo
do tempo vem sendo usada cada vez mais em artesanato com barro e madeira, uma
vez que permite maior precisão nas peças de formato circular. As peças de
madeira feitas e=no torno elétrico São esculpidas pela ação de uma força com uma
lima aplicada na madeira que se encontra no movimento de rotação intensa, com
isso a peça vai sendo torneada ou
modelada ate atingir a forma desejada, as peças torneadas além de possuírem melhor
acabamento também adquirem maior resistência em relação a rachaduras ou
rupturas.
As principais peças
produzidas atualmente são os pilões, as gamelas, as fruteiras, os filtros, os
barris, as tabuas de cozinha, os cofres, os pratos, os cassetetes, os
depósitos, as placas para fazendas e outros.
Quanto à diversidade e
inovação de utensílios produzidos os artesãos buscam sempre modelos e
acabamentos diferenciados para suas peças, e os mesmo afirmam que já
participaram de algum tipo de curso profissionalizante para aperfeiçoar a parte
de design,
pinturas, pirografias dentre outras.
ASPECTOS
ECONÔMICOS
A venda do artesanato em SJP
acontece de forma direta, quando os visitantes ou turistas passam pelo povoado
e compram os artesanatos expostos nas barracas. Também existe a venda por
encomenda, para clientes específicos. Alguns artesãos negociam seus artesanatos
com revendedores que comercializam em outros locais, como São Luís – MA ou em
até em outros estados como no Pará, a compra da peça é geralmente em espécie,
acontecendo negociação somente em caso de vendas por encomendas ou cliente
fixos.
DIVERSIFICAÇÃO
DO ARTESANATO
Alguns artesãos também
compram peças de madeira em outros locais para revender em suas barracas. As
principais são cadeiras, mesas, chaveiros, esculturas, bolsas e objetos de
decoração. Estas peças são compradas na cidade de Parnaíba – PI, essa pratica
tem como objetivo principal aumentar a diversidade nas barracas com o intuito
de atrair maior clientela ou “chamar mais
atenção dos compradores”, porem
segundo os moradores as peças mais vendidas e que dão maior lucros são as que
são produzidas no próprio povoado.
Quanto a divulgação de sua
arte, os artesãos de SJP participam de muitas feiras ou encontros culturais.
Seus trabalhos são bem divulgados na internet e na televisão, mais mesmo assim
ressaltam que a dificuldade para a divulgação de seus trabalhos em eventos
muitas vezes são por conta da falta de transporte, condições financeiras e a
falta de organização.
PROBLEMAS
1. ESCASSEZ
DA MATÉRIA PRIMA
Causa não natural e
não predatória
Falta de terras para
extração e replantio
Problemática não
geográfica mas sim político-latifundiária
2. O
ALTO VALOR DA IMPORTAÇÃO DA MADEIRA UTILIZADA NO ATESANATO –
Matéria prima em
escassez na região leva os artesãos a comprar madeira de outras regiões, dessa
forma encarecendo o produto final e diminuído o lucro por peça.
15 ANOS ATRÁS UMA PEÇA
DE PILÃO CUSTAVA R$ 20,00 HOJE CUSTA R$ 100,00
OBS: MADEIRA
PROVENIENTE DE REGIÃO UNICAMENTE DE EXTRAÇÃO E NÃO DE REPLANTIO
3. MÃO
DE OBRA EM ESCASSEZ –
Terceira geração não
consegue mais engajar jovens (apesar de muitos já dominarem as técnicas) para o
aprendizado e desenvolvimento da função artesã.
4. MAIOR
RECONHECIMENTO DO TRABALHO ARTESANAL COMO IDENTIDADE DE UM POVO
O artesanato oriundo
do SJP, é sem dúvida alguma uma manifestação cultural que revela a identidade
de um povo. Identidade essa que se estende à população de SJP, Brejo e todo o
estado do Maranhão. Deve-se portanto valorizá-la, incentivá-la defendê-la e
promove-la.
O
QUE PODE SER TRABALHADO.
A única solução vista pelo
Povoado é de planta mudas ou comprar madeira de fora da região.
O Sindicato do São João dos
Pilões já encaminharam um pedido há algumas entidades, como a Prefeitura, onde
ela possa estar doando um terreno para o manejo e o plantio das mudas, mais até
o exato momento não obtiveram nenhum resultado.
A comercialização do artesanato
esta sendo feita através de exposição em barracas feita pela própria
comunidade, exposição do Estado, Feiras Nacionais, feiras realizadas pelo
SEBRAE e as redes sociais também já estão sendo utilizado.
Um dos grandes vilões da
falta de matéria prima é o desmatamento feito por gaúchos, que derrubam a Mata
para plantio de SOJA. Mas os moradores do Povoado também têm um pouco de culpa
por venderem a terra para ser feita o desmatamento.
Um grande desafio também é
que, os Associados atrapalham a venda das peças, proporcionados aos compradores
um baixo valor no preço da mercadoria para a venda imediata.
Porque eles vendem por um
preço mais a baixo que o nosso, sendo assim, a nossa mercadoria vai ficando
encalhada nas barracas.
Outra solução encontrada foi
permuta de produtos entre artesões de São João dos Pilões e dos artesões de
outras cidades, como: Parnaíba, Fortaleza, Belém entre outras.